terça-feira, dezembro 27, 2005

 

Paisagem única!

Apesar de bela e exótica, a Ilha de Marajó, situada no estado do Pará é cercada pelos rios Amazonas, Tocantins e pelo oceano Atlântico, ainda é pouco conhecida pelos turistas. Em seus 49.602 km2 se esconde uma rica fauna e vive a maior manada de búfalos do País. A região Leste é uma planície de 23.000 km2, coberta por vegetação do tipo savana. Na região Oeste, com 26.500 km2, predominam densas florestas. Entre janeiro e junho as matas e os campos se transformam em imensos alagados, uma paisagem selvagem e única. A população de cerca de 250.000 habitantes vive em treze municípios.

Dizem que a Ilha de Marajó foi descoberta antes mesmo do Brasil. Especula-se que os portugueses tenham chegado à Ilha em 1498. O navegador lusitano Duarte Pacheco Pereira, porém, acreditou estar pisando em território espanhol, de acordo com o Tratado de Tordesilhas.

Embora chova durante todo o ano, os meses entre junho e janeiro são considerados a melhor época do ano para visitar a região, pois se pode aproveitar melhor os passeios e a fauna da Ilha. Nos outros meses, grande parte da ilha fica alagada em função do grande volume de chuvas.

Na Ilha o roteiro começa com uma visita ao Museu do Marajó, localizado próximo ao Lago Arari. Esse museu, já premiado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), contém peças de cerâmica produzidas pelas índias marajoaras e peças que datam de 980 a.C.

Uma das praias mais conhecidas é a Praia do Pesqueiro com 3 km de extensão. Sua areia é batida e amarela. Há ainda a presença de coqueiros e dunas. Outra praia muito procurada na Ilha de Marajó é a Praia de Joanes/Monsarás. A 15 km de Salvaterra, a praia de Joanes é muito procurada devido à presença de ruínas do século XVIII. Tem um total de 2 km de extensão.

Outra atração muito procurada na ilha são suas fazendas. Na Fazenda Bom Jesus existe uma grande variedade de pássaros. Além disso, o turista pode passear de búfalo e cavalo, mas a caça é proibida.

Em Soure e Salvaterra, cidades da Ilha existem bares e restaurantes. Em alguns deles acontecem espetáculos com danças típicas da região, como o carimbó. Os grupos geralmente se apresentam nos hotéis de Soure e Salvaterra fazendo qualquer um levantar da cadeira. Lendas e tradições estão sempre presentes na vida dos habitantes. O Festival de Quadrilhas e Boi-Bumbá, que acontece em junho, e a festa de Nossa Senhora de Nazaré, em novembro, encantam a todos com a mistura de cores e a alegria contagiante.

Essa Ilha de paisagem única é considerada a maior ilha fluviomarinha do mundo, e ainda é desconhecida por muitos brasileiros.


*Texto de Fernanda Sordi.

terça-feira, dezembro 20, 2005

 

Além da terra do bom e velho Nicolau




Como o Natal está cada vez mais próximo, nada mais justo do que falar da terra do Papai Noel, a Finlândia.

A Finlândia é considerada uma república independente e com uma população de pouco mais de cinco milhões de habitantes. O país é conhecido por suas florestas, que chegam ocupar cerca de três quartos da superfície do país. Além das florestas, a Finlândia também é conhecida pelos milhares de lagos e uma grande quantidade de ilhas.

Clima e fenômenos naturais

No inverno, as temperaturas são moderadas pela influência do Mar Báltico e dos ventos que são soprados pelo Atlântico e aquecidos pela Corrente do Golfo. Na capital Helsink, a temperatura média anual é de 5,3C. A temperatura máxima que geralmente atinge no verão é de 30ºC e no inverno, 20 graus negativos sempre acontecem. O fenômeno do sol da meia-noite também acontece na Finlândia (como vimos em outro país que já citei – a Islândia) . O sol da meia-noite acontece no norte e durante 73 dias não há pôr-do-sol. Na mesma região do país, o sol permanece abaixo da linha do horizonte durante 51 dias no Inverno. Esse outro fenômeno é chamado de “noite polar” ou “kaamos”, na língua dos finlandeses.

Sobre a Lapônia

Depois de esclarecer algumas coisas sobre o clima da Finlândia, falemos agora sobre a Lapônia, a também conhecida terra do Papai Noel. A Lapônia ultrapassa o território finlandês, é basicamente formada pelas partes ao norte do Círculo Polar Ártico na Noruega, Suécia e uma parte da Rússia. Durante o inverno, a temperatura chega a 50 graus negativos, fazendo com que o solo (basicamente de granito) seja coberto com várias camadas de gelo. Mas o visual ‘gélido’ é logo quebrado com a presença das belas montanhas, lagos e a vegetação típica da região – as tundras. Também são encontrados animais como alces, renas, águias, ursos e lobos, deixando os turistas admirados com a beleza natural do local.

Citando mais um fenômeno natural, um dos mais famosos na Lapônia é a Aurora Boreal ou Luzes do Norte. Através de partículas provenientes do Sol, é gerado o “Vento Solar” e resulta em um efeito bem colorido e belo no céu. Para poder ver melhor esse fenômeno, o céu precisa estar sem nuvens, e em Lua Nova.

Durante o mês de dezembro, cerca de 500 mil turistas visitam a vila do Papai Noel, localizada nas proximidades de Rovaniemi (cidade símbolo da Lapônia). Além da atração da Casa do Papai Noel, os turistas também podem fazer um passeio de trenó com cães Huskies. As crianças podem mandar cartinhas, isso em qualquer língua. Só o Papai Noel da Lapônia costuma receber aproximadamente 600 mil cartas por ano de diversos países. Os pedidos de presentes são basicamente brinquedos. Face às exigências da modernidade, o papai Noel finlandês também recebe e-mail e possui um website!

Se o turista andar dois quilômetros da Santa Claus Village (Vila do Papai Noel) encontrará a colina de SyvEsenvaara. É lá que fica o SantaPark, o parque de diversões com clima natalino. O Santapark foi inaugurado em 1998 e fica dentro de uma caverna de 8 mil metro quadrados, espaço ocupado com diversos brinquedos como trenzinhos, pedalinhos, carrosel com duendes e renas. Tudo para ser aproveitado com a família e entrar no clima de natal.

Aproveite as férias e visite a tão sonhada terra do bom e velho Nicolau.

E ainda dá tempo de mandar um e-mail ou carta pedindo um belo presente: Aqui. E tenha um Feliz Natal, hou hou.


Foto Retirada Visit Finland

Saiba Mais:

Sobre o fenômeno do sol da meia-noite, aqui (está na segunda dúvida).

terça-feira, dezembro 06, 2005

 

É Fascinação...


Ao assistir algumas cenas da novela das oito da Rede Globo, Belíssima, me deparei com um cenário espetacular, que prendeu meus olhos na tela e despertou a minha curiosidade. Que lugar era aquele com águas tão azuis? Era a Grécia. Aquela incrível imagem me fez querer saber mais sobre o país que foi um dos berços na nossa civilização, com seus Deuses, Deusas, mitos e guerras. A terra natal de Sócrates, Aristóteles e Platão têm todas as características de um paraíso.

Este país tem história, monumentos, praias desertas e povoadas, montanhas, bons restaurantes e uma vida noturna animadíssima. Um dos museus mais famosos, e que não deve ser deixado de fora da lista, é o Arqueológico de Atenas que possui obras fenomenais. As cidades antigas e medievais, como Monemvasia e Rodes, nos introduzem na história do mundo com sua fascinante arquitetura Grega. A cidade de Olympia também deve fazer parte do roteiro devido sua beleza e, claro, valor histórico, pois foi sede dos primeiros Jogos Olímpicos.

A cultura deste país também é muito rica. A Capital Atenas oferece o Festival Ateniense de Teatro no Teatro Herodion, com apresentação ao ar livre de balé, orquestras e shows com cantores populares gregos.

Para matar a fome, não deixe de provar uma comida e bebida típica deste país, que são servidos juntos. Estou falando dos Mezedis tradicionais servidos com Ouzo, um destilado de uva com anis, que pode ser bebido puro ou com gelo. Os Mezedis são pequenas porções de patês de berinjela, coalhada de pepino e alho ou de ova de peixe, com pães. Estas porções vêm acompanhadas de tomates, abobrinhas, pimentões recheados com carne, bolinhos de polvo ou de carne, queijo grelhado á milanesa, frutos do mar, charutos de folha de uva servidos com um maravilhoso molho de ovo com limão. Hum... Deu água na boca? Tente fazer em casa.



A vida noturna da Grécia é extremamente movimentada. Faz parte da cultura grega à paixão pela música, dança e pela diversão. Não importa o dia da semana, é raro encontrar um grego dentro de casa durante a noite. As grandes casas noturnas com espetáculos musicais são chamadas de Buzikia, em homenagem ao Buziki, instrumento musical típico da Grécia. As principais Buzikias de Atenas se encontram na região da praia, nos bairros de Glyfada, Voula e Vouliagmeni. Os shows na Grécia começam por volta das 23h e não terminam antes das sete da manhã. Depois, todos os gregos tomam um banho de mar em frente das Buzilias.

Hoje em dia, a tradicional quebra de pratos foi substituída pela guerra de flores. Ao tocar um Tsiftetéli as mulheres sobem em cima das mesas para dançar o ritmo rock com entonação as músicas árabes. Já os homens, só podem subir em cima das mesas, quando começa a tocar o Zebékiko, uma antiga música dos presídios e dos bêbados. Homens e mulheres dançam com a chuva de pétalas de flores. Então, topa subir em cima da mesa? Deve ser realmente irresistível, assim como a Grécia.

*Texto de Fernanda Sordi

*Fotos retiradas dos site Planetaclix e Hotelguia.

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